
História da Implantação do Laboratório de RMN no Departamento de Química da USP-RP
O Laboratório de Ressonância Magnética Nuclear (RMN) do Departamento de Química da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP-USP) teve início com o trabalho do Professor Gil Valdo José da Silva.
O professor Gil graduou-se em Química pelo Instituto de Química da Universidade de São Paulo (IQ-USP), obtendo o bacharelado em 1980. Posteriormente, concluiu o doutorado em Química, também pelo IQ-USP, em 1984, sem realizar mestrado.
Em 1987, iniciou seu vínculo como docente no Departamento de Química da FFCLRP-USP. Entre setembro de 1996 e setembro de 1998, atuou como coordenador do Programa de Pós-Graduação em Química, contribuindo para o fortalecimento da infraestrutura de pesquisa da unidade.
Em 22 de setembro de 1997, ocorreu uma reunião no departamento para discutir o projeto FAPESP de multiusuários, com o objetivo de adquirir um novo equipamento de RMN. Poucos dias depois, em 30 de setembro de 1997, o professor Gil encaminhou à FAPESP um pedido formal para a aquisição de um espectrômetro de RMN multinuclear, destinado ao uso compartilhado por diferentes grupos de pesquisa. Fazendo também a solicitação oficial de auxílio à FAPESP para implantação de infraestrutura de RMN.
No ano seguinte, em 17 de abril de 1998, realizou cotações de equipamentos , especializada em espectrômetros. Em 24 de junho de 1998, enviou à FAPESP um pedido de aquisição de dois espectrômetros, um de 500 MHz e outro de 300 MHz, com o intuito de substituir o antigo equipamento de 80 MHz.
Em 8 de dezembro de 1998, a FAPESP respondeu ao professor Gil, aprovando a troca do espectrômetro de 80 MHz por um novo de 300 MHz, e analisando as cotações das empresas Bruker e Varian. Constatou-se que o equipamento da Bruker apresentava menor custo, o que levou à escolha dessa fornecedora.
Em 21 de setembro de 1998, a Bruker apresentou uma proposta oferecendo o equipamento de 500 MHz e a troca do Bruker AC80 (80 MHz) por um novo modelo de 400 MHz, equipado com sonda multinuclear e trocador automático de amostras.
Em 19 de fevereiro de 1999, foi realizada uma nova cotação para o aparelho de 500 MHz, e em 27 de setembro de 1999, a FAPESP aprovou o pedido de financiamento, para aquisição do novo equipamento de RMN.
O equipamento chegou ao Departamento de Química em 23 de outubro de 2000, sendo recebido pela professora Yassuko Iamamoto.
Posteriormente, em 7 de fevereiro de 2022, o espectrômetro de 300 MHz foi desligado, marcando o fim de um ciclo e o início de uma nova etapa na modernização da infraestrutura de RMN do DQ-FFCLRP-USP.
Assim, o Laboratório de RMN consolidou-se como resultado da dedicação e da visão científica do professor Gil Valdo José da Silva, que desempenhou papel central na implantação e expansão dos recursos de pesquisa do Departamento de Química da FFCLRP-USP.
O Laboratório de Ressonância Magnética Nuclear (RMN) do Departamento de Química da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP-USP) teve início com o trabalho do Professor Gil Valdo José da Silva.
O professor Gil graduou-se em Química pelo Instituto de Química da Universidade de São Paulo (IQ-USP), obtendo o bacharelado em 1980. Posteriormente, concluiu o doutorado em Química na mesma instituição, em 1984, sem realizar mestrado.
Em 1987, iniciou seu vínculo como docente no Departamento de Química da FFCLRP-USP. Entre setembro de 1996 e setembro de 1998, atuou como coordenador do Programa de Pós-Graduação em Química, contribuindo para o fortalecimento da infraestrutura de pesquisa da unidade.
Em 22 de setembro de 1997, ocorreu uma reunião no departamento para discutir o projeto FAPESP de multiusuários, cujo objetivo era a aquisição de um novo equipamento de RMN. Poucos dias depois, em 30 de setembro de 1997, o professor Gil encaminhou à FAPESP um pedido formal para a aquisição de um espectrômetro de RMN multinuclear, destinado ao uso compartilhado por diferentes grupos de pesquisa, fazendo também a solicitação oficial de auxílio à implantação de infraestrutura de RMN.
No ano seguinte, em 17 de abril de 1998, o professor Gil realizou cotações de equipamentos junto a empresas especializadas em espectrômetros. Em 24 de junho de 1998, encaminhou à FAPESP um pedido de aquisição de dois espectrômetros, um de 500 MHz e outro de 300 MHz, com o intuito de substituir o antigo equipamento de 80 MHz.
Em 21 de setembro de 1998, a empresa Bruker apresentou uma proposta oferecendo o equipamento de 500 MHz e a troca do Bruker AC80 (80 MHz) por um novo modelo de 400 MHz, equipado com sonda multinuclear e trocador automático de amostras.
O Bruker AC80, com cerca de onze anos de uso, já não apresentava a resolução espectral necessária para a maior parte das pesquisas, além de sofrer com obsolescência de seus sistemas computacionais e de refrigeração, resultando em problemas frequentes de manutenção e altos custos operacionais.
Para complementar as informações sobre os equipamentos do laboratório, havia também um espectrômetro de RMN Varian EM-360 (60 MHz), ainda amplamente utilizado por alunos de graduação e pós-graduação, mas igualmente obsoleto — um modelo da geração das décadas de 1950–1960, que também apresentava dificuldades de manutenção.
Além disso, o departamento contava com um Bruker DPX 300 (300 MHz), adquirido por meio de um projeto temático de equipe (, envolvendo docentes da FFCLRP e da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP-USP). Apesar de sua origem compartilhada, esse equipamento atendia a um grande número de usuários: entre julho de 1997 e junho de 1998, foram obtidos 2.170 espectros de ¹H e 591 espectros de ¹³C, totalizando 4.691 horas de uso, beneficiando 25 grupos de pesquisa (cada grupo composto por um docente e seus alunos).
Em 8 de dezembro de 1998, a FAPESP respondeu ao professor Gil, aprovando a troca do espectrômetro de 80 MHz por um novo de 300 MHz e analisando as cotações das empresas Bruker e Varian. O equipamento da Bruker apresentava menor custo, o que levou à escolha dessa fornecedora.
Posteriormente, em 19 de fevereiro de 1999, foi realizada uma nova cotação para o espectrômetro de 500 MHz, e em 27 de setembro de 1999, a FAPESP aprovou o financiamento para aquisição do novo equipamento de RMN.
O equipamento chegou ao Departamento de Química em 23 de outubro de 2000, sendo recebido pela professora Yassuko Iamamoto.
Mais tarde, em 7 de fevereiro de 2022, o espectrômetro de 300 MHz foi desligado, marcando o fim de um ciclo e o início de uma nova etapa de modernização da infraestrutura de RMN do DQ-FFCLRP-USP.
Assim, o Laboratório de RMN consolidou-se como resultado da dedicação e da visão científica do professor Gil Valdo José da Silva, que desempenhou papel central na implantação e expansão dos recursos de pesquisa do Departamento de Química da FFCLRP-USP.
Figura 1. Espectrômetro Bruker Avance III™ HD 500 MHz

Figura 2. Espectrômetro Bruker Avance III™ HD 400 MHz

Figura 3. Espectrômetro BRUKER Avance II™ 300 MHz

Espectros em papel






